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Trunfos do futuro
A união tecnológica é puro GSM!

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A união tecnológica é puro GSM!
GSM

a tecnologia gsm , junto com todas as outras !

 palavra de ordem na tecnologia atual é convergência. Computadores e celulares estão se tornando a mesma coisa. Filmes em DVD podem ser assistidos na tevê e no PC. Os walkman agora tocam arquivos de áudio mp3 copiados diretamente da Internet. Geladeiras, lava-roupas e fornos de microondas começam a ser controlados por sistemas operacionais como o Windows. Já existe um auto-rádio que se conecta à rede e à constelação de satélites de posicionamento (GPS) em órbita da Terra. Para todos os efeitos, as indústrias de informática, eletroeletrônica e telecomunicações agora são uma só. A divisão entre elas só é mantida por questões semânticas. Essa foi a certeza que ficou de quem visitou a Telecom 99, a mais importante feira de tecnologia do ano, realizada entre 10 e 17 de outubro em Genebra, na Suíça. Há apenas um ano, empresas como a sueca Ericsson e a americana Qualcomm começaram a divulgar a idéia de que, no futuro, as pessoas usariam seus celulares para movimentar a conta bancária, reservar passagens em aviões, escolher o roteiro de viagens, navegar na Web e ainda por cima realizar videoconferências a velocidades de transmissão espantosas, nada parecido com as arrastadas sessões treme-treme de videochamadas que a Internet hoje permite. Passados 12 meses, o que parecia um exercício de futurologia distante virou fato consumado. "Tudo agora gira em torno de Internet e comunicação sem fio", afirma Kurt Hellström, o CEO da Ericsson.


Fotos: Divulgação

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O motor da indústria é o celular de terceira geração (3G), aquele que substituirá os atuais aparelhos analógicos e digitais. Serão pequenos e não deixarão nada a dever em capacidade de processamento e rapidez de transmissão de dados aos mais avançados Pentium III e Macintosh G4. Substituirão com vantagens as agendas eletrônicas, os computadores de bolso tipo Palm e até as carteiras estofadas de cartões magnéticos, dinheiro, talões de cheque e documentos que guardamos na bolsa ou no bolso. Não acredita? Então dê uma olhada nos aparelhos com design sofisticado que os fabricantes exibiram na Suíça. Não são mais protótipos nem aparelhos conceituais. Todos, sem exceção, chegam às lojas entre 2001 e 2003, dependendo da região do mundo. Você ainda vai ter um.

A revolução 3G deslancha no Japão, país que assumiu a dianteira na aplicação dessa nova tecnologia. A DoCoMo, braço celular da Nippon Telephone & Telegraph, realiza nesse exato instante diversos testes-piloto onde os usuários já conseguem, do interior de carros em movimento, descarregar velozmente páginas da Internet desenhadas especialmente para ser vistas nos pequenos monitores dos celulares 3G. NEC, Panasonic e Toshiba também mostraram a cara dos aparelhos 3G que despacharão para as lojas daqui 12 meses.

Laboratório Finlândia Logo depois dos japoneses, quem embarcará na Internet sem fio serão os escandinavos. A Finlândia, lar da moderninha Nokia, é o país com maior penetração de celulares. Sessenta e seis em cada 100 finlandeses têm telefones móveis (Suécia, Noruega e Dinamarca vêm logo atrás). Quando se considera apenas o público adolescente, a penetração é 100% (nos EUA, ela é de 25% e no Brasil, de apenas 5%). O grau de intimidade dos garotos finlandeses com seus telefones é tal, que se tornaram o meio preferencialmente usado para troca de mensagens curtas de texto leia-se, uma nova forma de correio eletrônico. Estima-se que, em 2003, o número de celulares ultrapassará o cinco milhões de finlandeses. Quando isso ocorrer, as máquinas de refrigerante terão seus próprios números. Bastará ficar diante delas e ligar para o número indicado. Uma transação eletrônica será efetuada e a máquina cuspirá uma latinha. O mesmo se dará com máquinas vendedoras de doces, cigarros, preservativos e selos postais. Até os lava-rápidos serão comandados das teclas de dispositivos eletrônicos de bolso.

Amortização Depois do Japão e da Escandinávia, o casamento entre computadores e celulares será celebrado através da Europa, da Ásia e dos EUA. A francesa Alcatel, a alemã Siemens, a holandesa Philips, a americana Motorola e a coreana Samsung, todas elas aderiram à onda da Internet sem fio. Mas, antes de começar a vender aparelhos 3G a US$ 1,5 mil a unidade, as operadoras de telefonia móvel terão que amortizar as dezenas de bilhões de dólares que investiram na construção de suas redes digitais com tecnologia GSM, CDMA e TDMA, os padrões de segunda geração (a primeira era a analógica). Para o fenômeno 3G acontecer, essas redes terão de dar lugar à outras, baseadas na tecnologia W-CDMA (CDMA de banda larga, pois transmite dados de forma velocíssima) e que vão custar outra dezenas de bilhões de dólares. Enquanto essa amortização não acontecer, as operadoras não realizarão o novo investimento. Por isso, que ninguém espere ver celulares 3G operando nos EUA, na França e na Coréia antes de 2002. O mesmo raciocínio vale para a América Latina e, em especial, para o Brasil. As operadoras que compraram a antiga Telebrás em 1998, não só gastaram muito na aquisição como mais ainda para recuperar e modernizar uma malha telefônica sucateada. Antes de recuperar esse capital, nada de 3G. Antes de 2003, nada feito.

Próximo passo Mas quem é louco por novidades tecnológicas não precisa ficar chateado. Os telefones atuais ainda vão mudar muito ao longo da caminhada em direção ao padrão 3G. Faz parte da lógica da obsolescência programada que rege a indústria, que forçará todo mundo a trocar de aparelho, em média, a cada dois anos (como acontece com os computadores). A primeira parada nesse roteiro tecnoconsumista se chama WAP (do inglês protocolo de aplicações sem fio), um código de regras para a troca de dados via telefones móveis. Com WAP, pode-se movimentar a conta bancária direto do celular ou reservar passagens aéreas, por exemplo. Aparelhos com essa função acabam de ser lançados na Escandinávia. A Nokia promete lançar seu modelo no Brasil já no segundo trimestre de 2000. Para isso, está mostrando o poder dessa tecnologia a operadoras e bancos, cativando-os a bolar sites com WAP.

f_comp3.jpg (19775 byte)O segundo passo na caminhada rumo aos celular-PC é a tecnologia GPRS (serviço geral de rádio por pacotes), que elevará a velocidade de transmissão de dados dos celulares dos atuais (e ridículos!) 9,6 kbits por segundo (menos que um modem 14.400) para 57,6 kbits, padrão dos melhores modems. O ambiente GPRS começa a se tornar realidade na Europa em 2000. No Brasil, um ano depois. A última parada do cronograma é o W-CDMA. Acelerará os celulares a 384 kbits no interior de um carro em movimento ou 2 Mbits dentro de casa. Quando for realidade, você poderá decidir qual filme assistir no cinema copiando da Internet e olhando trailers sem sair do táxi. Ou escolher seu roteiro de viagem vendo vídeos com paisagens exóticas postas na rede por agências de turismo.

Mas nem todo o mundo vai querer um aparelho faz-tudo. Muita gente pode optar por incrementar seu celular com dispositivos para funções específicas. É o caso dos módulos para ouvir rádio FM ou música mp3 que a Ericsson lançou em novembro na Comdex Las Vegas, a maior feira de informática do mundo. A Samsung, igualmente, vai lançar um celular com gravador mp3 para quem quiser gravar conversas e enviar o arquivo pela Web. Quem não curte a idéia de transformar seu aparelho em árvore de Natal, pode preferir optar pelo uso de computadores de bolso que se conectem sozinhos à Internet (como o Palm VII que a 3Com vende nos EUA) ou que o façam através do telefone. Nesse caso, Siemens, Ericsson e Alcatel bolaram agendas eletrônicas que trocam dados sem fio com o celular e ainda lêem cartões inteligentes, podendo, por exemplo, "sacar" dinheiro do banco e creditá-lo na forma de bits dentro do cartão, para posterior gasto.

f_comp2.jpg (22962 byte)Telefone de pulso Pode haver quem, por outro lado, não queira nada disso. Afinal, para que carregar celular, carteira, computador de bolso e a frente do toca-fitas de um lado para o outro. Por que não fundir o telefone ao relógio de pulso, como a Motorola e a Samsung querem? Ou espalhar computadores ligados à Internet por toda a casa, cenário por trás do desenvolvimento pela Electrolux e pela Frigidaire de um refrigerador com um PC na porta. Através da tela plana e sensível ao toque, a dona de casa pode se conectar ao supermercado para fazer as compras da semana, saber como estão os filhos na escola, descobrir novas receitas ou simplesmente fofocar com as amigas. O mesmo pode ser feito usando o microondas inteligente da NCR. Essas máquinas rodam uma versão simplificada do Windows, chamada CE (de eletrônicos de consumo). Pois é, Bill Gates enxerga a onda da convergência como uma oportunidade (ou um desafio?) f_comp4.jpg (22622 byte)para estender o seu monopólio dos PCs para o resto da eletrônica. Isso inclui os automóveis. O sonho da Microsoft é ver o WinCE comandando as dezenas de chips escondidos nas carrocerias. A primeira investida nesse sentido foi o lançamento do AutoPC, um auto-rádio da Clarion que acessa a Web, reconhece os comandos de voz do motorista para envio de e-mail, lê as mensagens que chegam e ainda por cima aciona o CD player. A visão megalomaníaca de Mr. Gates não pára aí. Ele sabe que precisa inserir seus programas nos aparelhos 3G. Caso contrário, como a Microsoft sobreviverá num mundo em que as pessoas não precisam de Windows para navegar, escrever, calcular e se comunicar?

 
Businesswire
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Tecnologia de ponta ao velho estilo
O uso cada vez mais versátil do computador como ferramenta de escrita e o sucesso do correio eletrônico é o exemplo mais convincente levou muita gente a acreditar que a caligrafia estava condenada à extinção. Mas o fato é que a indústria de informática acabou se convencendo de que existe um grupo expressivo de usuários que, longe de ser tecnofóbico, teima em manter vivo o costume de anotar à mão idéias, pensamentos e projetos, para só depois passá-los ao PC. Foi pensando nesse nicho de mercado que a British Telecom começou a desenvolver a SmartQuill (pena inteligente). É uma caneta bojuda que tem tudo embutido, inclusive o chip que interpreta os movimentos da caligrafia. Por essa razão, ela não vem com um bloco de notas. Pode-se utilizá-la em qualquer lugar, até mesmo em cima de uma mesa. Depois, ela transmite as anotações direto para o computador. Os britânicos garantem que sua caneta vai interpretar direitinho o que foi escrito à mão e transformar automaticamente em um arquivo de texto. Até o momento, o aparelho funciona melhor quando se usam apenas letras maiúsculas. Espera-se que em poucos meses reconheça perfeitamente a escrita cursiva. Não se sabe quando esse produto será comercializado e quanto irá custar. A BT precisa achar um parceiro industrial que queira produzir a SmartQuill. Se ela funcionasse com Windows, a Microsoft já estaria dentro.